Câncer de Mama: fatores de risco, sintomas, prevenção e tratamentos

 

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Por ocasião do Outubro Rosa, a Coordenadoria de Saúde do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) divulga informações sobre o câncer de mama, o segundo mais comum entre as mulheres em todo o mundo, superado apenas pelo câncer de pele. No Brasil, é também o que mais mata. Em 2011, representou 15,7% do total de óbitos por câncer. Em 2016, estima-se que surjam 57.960 novos casos da doença.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para o câncer de mama estão ligados à idade e a aspectos genéticos e, principalmente, hormonais.

Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta idade sua incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos.

Casos deste tipo de câncer na família, mais especificamente em parentes de primeiro grau antes dos 50 anos, podem indicar predisposição genética. Entretanto, o câncer de mama de caráter hereditário corresponde a no máximo 10% do total de casos.

O principal fator de risco é mesmo a exposição das glândulas mamárias aos hormônios sexuais femininos (estrógeno), tanto os produzidos pelo próprio corpo, quanto os utilizados para reposição hormonal. Quanto maior o tempo de exposição, maior o risco de desenvolvimento da doença.

Assim, possuem risco aumentado as mulheres com história de menarca precoce (idade da primeira menstruação menor que 12 anos), menopausa tardia (após os 50 anos), primeira gravidez após os 30 anos, nenhuma gravidez e terapia de reposição hormonal pós-menopausa, principalmente se prolongada por mais de cinco anos.

Outros fatores incluem a ingestão regular de bebida alcoólica, mesmo que em quantidade moderada (30g/dia), obesidade, principalmente quando o aumento de peso se dá após a menopausa, e sedentarismo.

Sintomas

Na maioria dos casos, a doença é diagnosticada pela mamografia antes do surgimento de qualquer sintoma. Porém, o sinal mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo no seio, geralmente indolor, duro e irregular. Outros sinais são:

  • inchaço da pele de aspecto semelhante a casca de laranja;
  • retração cutânea;
  • inversão, vermelhidão, descamação ou ulceração do mamilo; e
  • secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea.

Podem também surgir linfonodos (ínguas) palpáveis na axila.

Prevenção

A prevenção primária do câncer de mama está relacionada ao controle dos fatores de risco reconhecidos. Os hereditários e os associados ao ciclo reprodutivo da mulher não são, em princípio, passíveis de mudança. Os demais fatores, no entanto, relacionados ao estilo de vida (obesidade pós-menopausa, sedentarismo, consumo excessivo de álcool e terapia de reposição hormonal), são modificáveis.

Estima-se que por meio da alimentação saudável e da atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. O aleitamento materno também é considerado um fator protetivo.

Além disso, para evitar consequências mais graves da doença, é muito importante o diagnóstico precoce. Quando o câncer de mama é identificado em estágios iniciais (lesões menores de dois centímetros de diâmetro), apresenta prognóstico mais favorável e elevado percentual de cura.

Diagnóstico precoce

A orientação do INCA (Instituo Nacional do Câncer do Brasil) é que a mulher realize a autopalpação das mamas sempre que se sentir confortável para tal (seja no banho, no momento da troca de roupa ou em outra situação do cotidiano), sem nenhuma recomendação de técnica específica, valorizando-se a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.

Para as mulheres de 40 a 49 anos, a recomendação é acrescentar ao autoexame o exame clínico anual (com um profissional especializado), reservando a mamografia diagnóstica somente para os casos de resultado alterado do exame clínico. Segundo a OMS, a inclusão desse grupo no rastreamento mamográfico tem hoje limitada evidência de redução da mortalidade. Uma das razões é a menor sensibilidade da mamografia em mulheres na pré-menopausa, devido à maior densidade mamária.

A recomendação para as mulheres de 50 a 69 anos é a realização da mamografia a cada dois anos, além do exame clínico das mamas anual. A mamografia nesta faixa etária e a periodicidade bienal é a rotina adotada na maioria dos países que implantaram o rastreamento organizado do câncer de mama e baseia-se na evidência científica do benefício desta estratégia na redução da mortalidade neste grupo.

Mulheres com risco aumentado de desenvolver câncer de mama (as que têm mãe ou irmã com câncer de mama antes dos 50 anos; história familiar de câncer de mama bilateral, câncer de ovário ou câncer de mama masculino) devem iniciar o acompanhamento médico aos 35 anos, seguindo recomendações individualizadas.

Tratamento

Nos últimos anos, aconteceram avanços importantes na abordagem do câncer de mama, principalmente no que diz respeito a cirurgias menos mutilantes, assim como a busca da individualização do tratamento.

O recurso terapêutico varia de acordo com a extensão da doença, características biológicas, bem como as condições da paciente (idade, menopausa, outras doenças, etc.). As modalidades de tratamento do câncer de mama podem ser divididas em tratamento local (cirurgia e radioterapia) e tratamento sistêmico (quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica).

Prognóstico

O prognóstico do câncer de mama depende da extensão da doença e de uma série de características de cada caso, como tamanho do tumor, idade do paciente, tipo específico do câncer, comprometimento de linfonodos, presença ou não de receptores hormonais, etc. De maneira geral, quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. O índice de cura dos tumores diagnosticados precocemente é bastante elevado, superando os 90% em muitos casos.

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